Urubu Cultural

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vidas sem esperança

Uma mulher inacessível.
A vida é maravilhosa,
amor de verão,
a tua boca é tentação.

O preço de uma mulher.
Denis, a extravagante…
Amar é loucura,
minha mulher desespera-me.

Nunca chegará o amor…
ele e as mulheres,
prisioneiros do passado,
o segredo dos seus olhos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Descoberta

O gato selvagem com os:
fantasmas, fantasmas, fantasmas,
num passeio à cidade.

Apresentações e nadar para a segurança,
de quinhentos dólares de veneno.
Só complicações,
numa festa surpresa.

Fogo na noite.

Operação limpeza:
pesquisa depois do anoitecer,
um encontro inesperado,
na caça aos patos bravos.

Angústia sobre o poço,
são lições a aprender;
a memória perdida
é uma justa recompensa.

A carta misteriosa


Cartas roubadas e
dinheiro desaparecido,
o resto de uma carta
 duma herança duvidosa.

O presente mistério é uma boa pista,
para o carro acidentado…

«Ele não é suspeito!»
À procura de uma noiva,
com estranhas mensagens.
Novo enigma…

Fechada!
Quem é a sobrinha?

Uma grande confusão e
um erro de identificação,
 na mensagem perigosa.

O jogo de palavras é uma armadilha para a boda falhada.

O pedido do médico

Patrícia e Nora dão uma ajuda
na estranha loja de antiguidades.
Patrícia investiga um favor invulgar da
boneca parisiense, a um estrangeiro suspeito.

Acusação injusta…
Uma pista no vestido e são apanhadas!

O plano de Patrícia, sem saída
para os salvadores.
O elogio do sargento.

O mistério do bangaló

Uma tempestade ofuscante.
Hóspedes não convidados,
são estranhos tutores
da queda da árvore.

O ladrão inesperado, com
 convite para investigar
a missão surpreendente.

A fugitiva assustada
duma herança valiosa,
é o sinal de perigo
para a cilada,
no abismo tenebroso.

Artifício de actor duma
situação desesperada.

Planos de salvamento
para a fuga rápida.

Dupla descoberta: da
pista nocturna para
os bens desaparecidos e
da prenda surpresa.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O lagarto

Não te enoje seu aspecto bizarro, ó jornaleiro atarefado, que o lagarto pintado é pelo Homem. Se teus filhos padecem de tosse convulsa, limpa-lhes os queixos sem repulsa, e depões sua saliva doente, à porta do réptil dormente; este a ingerirá de forma fugaz, sarando rapariga ou rapaz. Passará a moléstia para o lagarto, que não tosse «Já viste que modéstia!?»
Se à hora do meio-dia, debaixo de árvore sombria, alivias tua crónica fome, descansado depois dorme, que o sáurio por teu sono velará, fica seguro que cobra alguma passará, sem que o réptil te acorde preste, alertando-te para a chegada da c’a pele despe. Caso teu sono seja mui profundo, e despertar não consigas, confia em teu amigo rotundo, que abocanhará a cabeça da cobra, sem mais cantigas. Morrerão ambos: a serpe de crânio esmigalhado, o lagarto de dentes anzolados, sufocado.
            «Vês como é teu camarada, o lagarto!?» Porém atenção, dele deves temer um facto, não o deixes chegar ao pé, quando tua mulher estiver de maré, pois que o aroma a sangue o desassossega, mordendo-lhe a madre, sem aceitar sonega.

Tifo Negro

Punição na terra dos Diabos!
O Zé Matador é o escravo do dever,
numa noite de Natal.
…e a morte fugiu!

Uma lua em cheio,
água quente só esta noite,
de nada mais precisa,
a trajectória da última condição.